Abraceel critica Cade por análise rasa de integração distribuidora
Associação de comercializadores de energia avalia que Cade não aprofundou debate sobre a integração entre empresas de distribuição e comercialização do mesmo grupo econômico.

O presidente-executivo da Abraceel (Associação Brasileira de Comercializadores de Energia), Rodrigo Ferreira, avalia que a manifestação da Superintendência-Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) sobre a integração entre distribuidoras e comercializadoras de um mesmo grupo econômico não aprofundou a discussão. Segundo a entidade, o posicionamento do Cade não confrontou diretamente a proposta técnica que visava limitar essa integração no setor de energia.
A questão central reside na potencial influência de grupos econômicos que controlam tanto a distribuição quanto a comercialização de energia. A análise do Cade tinha como foco eventual limitação dessa integração para assegurar a concorrência no mercado.
Para a Abraceel, a manifestação do órgão antitruste se mostrou insuficiente ao não abordar de forma mais detalhada os argumentos e implicações levantados pela área técnica. A associação representa os interesses dos comercializadores, que buscam um ambiente de mercado mais aberto e competitivo.
A atuação de comercializadoras e distribuidoras é distinta no setor elétrico. Enquanto as distribuidoras levam a energia até o consumidor final em mercados regulados, as comercializadoras negociam contratos de compra e venda de energia, especialmente no mercado livre.
A percepção de uma análise superficial por parte do Cade gera incerteza sobre as diretrizes futuras para a estrutura do mercado de energia. Para os profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura, a decisão final sobre o nível de integração entre esses elos da cadeia energética pode impactar o desenvolvimento de novos projetos, a formação de preços e a dinâmica competitiva do setor, exigindo atenção às próximas definições regulatórias.
Com informações de Agência iNFRA.
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