ANTT revisa cálculo de WACC em concessões rodoviárias e prorroga consulta
A Agência Nacional de Transportes Terrestres abriu e prorrogou a consulta pública para ajustar a metodologia do Custo Médio Ponderado de Capital, parâmetro chave na remuneração das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) iniciou a consulta pública para revisar a metodologia de cálculo do WACC (Weighted Average Cost of Capital), ou Custo Médio Ponderado de Capital, aplicado aos projetos de concessões rodoviárias. Este processo foi posteriormente prorrogado, com a inclusão de novas audiências públicas.
O WACC é um dos principais parâmetros financeiros utilizados pela agência reguladora para definir a remuneração das concessionárias. Ele representa a taxa de retorno mínima que um projeto deve gerar para cobrir o custo de capital da empresa, sendo crucial para a viabilidade econômica dos investimentos em infraestrutura.
A consulta pública visa aprimorar a forma como este custo é calculado, buscando maior assertividade e adequação às condições de mercado. A revisão pode impactar diretamente os valores de investimento, as tarifas praticadas e o retorno esperado pelos investidores em projetos de rodovias.
Para garantir a participação de diversos setores e regiões, a ANTT prorrogou o prazo da consulta pública. Além disso, foram adicionadas audiências presenciais em Concórdia e Joaçaba, ambas em Santa Catarina, focadas nas concessões rodoviárias do estado.
Essas audiências são importantes para coletar contribuições e discutir as propostas de alteração diretamente com os envolvidos, incluindo representantes do setor produtivo, usuários, técnicos e gestores da área de infraestrutura.
A mudança na metodologia do WACC pode redefinir o equilíbrio econômico-financeiro de contratos existentes e futuros, exigindo que engenheiros, gestores e decisores de infraestrutura recalculem a viabilidade de projetos e analisem os riscos associados. O resultado da revisão terá impacto direto na atratividade dos investimentos e na forma como as grandes obras rodoviárias são financiadas e remuneradas no país.
Com informações de Agência iNFRA.
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