Armazenamento de 6,6 GW no Brasil ate 2035 exige R$ 57 bi e marco legal
O sistema elétrico brasileiro projeta uma demanda por 6,6 GW em capacidade de armazenamento de energia até 2035, com potencial de R$ 57 bilhões em investimentos, mas depende de regulamentação clara.
O sistema elétrico brasileiro projeta uma demanda por 6,6 GW de capacidade de armazenamento de energia até 2035. Isso representa um potencial de investimento de R$ 57 bilhões, impulsionado principalmente pela expansão das fontes solar e eólica. No entanto, a concretização desse cenário depende diretamente da criação de um marco regulatório claro, da definição de serviços ancilares e da precificação transparente da energia armazenada.
A necessidade de armazenamento surge como um elemento crítico para a estabilidade e a confiabilidade da rede elétrica. A intermitência das fontes renováveis, como a solar e a eólica, exige soluções que possam guardar o excedente de energia produzido e liberá-lo nos momentos de menor geração ou maior demanda, otimizando o uso da infraestrutura existente.
O montante de 6,6 GW de capacidade de armazenamento é um indicativo do volume de projetos que podem surgir no país. Esse tipo de tecnologia, que inclui baterias de grande escala e outras soluções, é fundamental para integrar de forma eficiente a crescente participação de energias renováveis na matriz energética brasileira.
O investimento projetado de R$ 57 bilhões evidencia o interesse do mercado e a escala financeira envolvida. Para atrair esses recursos, porém, o setor precisa de segurança jurídica e de regras bem definidas. A ausência de um marco regulatório específico impede que os investidores tenham clareza sobre os retornos e os riscos dos empreendimentos.
A regulamentação precisa abordar aspectos como a remuneração dos serviços ancilares, que são cruciais para a operação do sistema elétrico. Inclui serviços de suporte à rede, como controle de frequência e tensão, que o armazenamento de energia pode oferecer. A precificação desses serviços é essencial para a viabilidade econômica dos projetos.
Além disso, a definição de modelos de negócio e de formas de comercialização da energia armazenada é um gargalo. Sem preços claros e mecanismos de mercado adequados, o desenvolvimento de projetos de armazenamento permanece em um estágio incipiente, apesar do potencial técnico e financeiro.
Para os profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura, a implementação dessas diretrizes regulatórias é o principal fator a ser observado. A criação de um ambiente seguro e previsível para o armazenamento de energia não só destrava os investimentos bilionários, mas também abre um novo campo de atuação para projetos de grande escala em sistemas de baterias e outras tecnologias de armazenamento, impactando diretamente o planejamento e a execução de novas infraestruturas de energia no país.
Com informações de CPG Click Petróleo e Gás.
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