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Energia· 23 de junho de 2026· 1 min de leitura

Armazenamento de energia no Brasil: R$ 57 bi em baterias até 2035

Relatório da Deloitte aponta que o mercado de armazenamento de energia, impulsionado por renováveis, deve atrair bilhões em investimentos na próxima década.

Redação Giro Engenharia· atualizado em 17 de julho de 2026
Armazenamento de energia no Brasil: R$ 57 bi em baterias até 2035

O mercado brasileiro de armazenamento de energia, focado em sistemas de baterias, pode atrair mais de R$ 57 bilhões em investimentos até 2035. A projeção é da consultoria Deloitte e está detalhada em seu relatório “Sistemas de Armazenamento: Desafios, oportunidades e perspectivas para o Setor Elétrico”, destacando a expansão das fontes renováveis e a necessidade de maior flexibilidade no sistema elétrico nacional como principais impulsionadores.

A crescente participação de fontes intermitentes, como a solar e a eólica, no parque gerador brasileiro demanda soluções que garantam a estabilidade e a confiabilidade da rede. Os sistemas de armazenamento, especialmente as baterias, surgem como tecnologia essencial para mitigar a variabilidade dessas fontes, permitindo o despacho de energia mesmo em períodos de baixa geração.

Este volume de investimento demonstra o potencial de transformação no setor elétrico, com impactos diretos na infraestrutura de transmissão e distribuição, além de abrir novas frentes para projetos de engenharia. A integração de baterias pode otimizar o uso da capacidade existente e postergar investimentos em expansão da rede.

Para engenheiros e gestores da área, a projeção sinaliza um aquecimento no desenvolvimento de projetos de grande escala, desde a instalação de sistemas de baterias em usinas solares e eólicas até a integração em subestações para serviços ancilares da rede. A demanda por especialistas em eletrônica de potência, controle e sistemas de energia deve crescer.

A concretização desses investimentos dependerá de um arcabouço regulatório claro e incentivos que viabilizem a atratividade econômica dos projetos. A capacidade de armazenamento será um diferencial competitivo e técnico crucial para a evolução da matriz energética brasileira na próxima década.

Com informações de MegaWhat.

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