Cade diverge da ANEEL sobre regras para distribuidoras de energia
Superintendência-Geral do órgão antitruste questiona proposta da agência reguladora de limitar integração entre distribuidoras e comercializadoras do mesmo grupo econômico.

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) divergiu da proposta da área técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) sobre a necessidade de limitar a integração entre distribuidoras e comercializadoras de energia pertencentes ao mesmo grupo econômico. A manifestação consta em parecer técnico publicado pelo órgão antitruste.
A ANEEL, por meio de sua área técnica, havia sugerido a imposição de restrições para evitar potenciais conflitos de interesse e práticas anticompetitivas decorrentes da atuação conjunta de distribuidoras e comercializadoras sob o mesmo controle societário. A intenção era garantir um ambiente de mercado mais equitativo e transparente para todos os agentes do setor elétrico.
No entanto, o Cade, em sua análise, apontou que a proposta da ANEEL pode não ser a medida mais adequada para alcançar os objetivos de concorrência. O órgão antitruste argumentou que uma limitação rígida poderia, em vez de promover a competição, restringir a eficiência e a capacidade de investimento de grupos empresariais que atuam de forma integrada.
O parecer técnico do Cade sugere que outras abordagens, possivelmente menos restritivas, poderiam ser suficientes para mitigar os riscos de condutas anticompetitivas. A divergência entre os dois órgãos reguladores indica a complexidade da matéria e a necessidade de um debate aprofundado para a definição de regras que equilibrem a proteção da concorrência com a viabilidade econômica dos agentes do setor.
A decisão final sobre as regras de integração entre distribuidoras e comercializadoras de energia caberá à diretoria da ANEEL, que deverá analisar tanto a sua própria proposta quanto a manifestação do Cade. O desfecho desta discussão terá impacto direto na estrutura de atuação de diversos grupos empresariais do setor elétrico brasileiro.
Com informações de Agência iNFRA.
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