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Energia· 10 de junho de 2026· 2 min de leitura

CMSE mantém CVaR 15/40 para operação do sistema elétrico a partir de 2027

A decisão do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico mantém o critério de aversão ao risco para os modelos de operação e formação de preços do setor elétrico.

Redação Giro Engenharia
CMSE mantém CVaR 15/40 para operação do sistema elétrico a partir de 2027

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) decidiu manter o parâmetro de aversão ao risco CVaR em 15/40 para uso nos modelos de operação e formação de preços do setor elétrico. Esta medida, que já está em vigor, será aplicada a partir de janeiro de 2027, impactando o planejamento e a gestão da infraestrutura energética brasileira.

A manutenção do parâmetro CVaR (Conditional Value at Risk) 15/40 reflete a continuidade de uma política de gestão de risco no setor. Este critério influencia diretamente os modelos computacionais utilizados para otimizar a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN) e para definir os Preços de Liquidação de Diferenças (PLD).

O CVaR, ou Valor em Risco Condicional, é uma métrica que avalia o risco de perdas extremas em um portfólio ou sistema. No contexto do setor elétrico, o "15/40" indica que 15% das piores simulações de cenários devem ter um custo médio de déficit de energia limitado a 40% do custo total esperado para o sistema. Isso visa garantir a segurança do suprimento e a estabilidade dos preços.

A decisão do CMSE garante que não haverá alteração nos critérios de aversão ao risco nos próximos anos, proporcionando previsibilidade para os agentes do setor. O parâmetro 15/40 tem sido aplicado desde sua implementação e agora tem sua vigência confirmada para além de 2027.

Para os profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura, a manutenção deste CVaR significa que os projetos de geração e transmissão, bem como as estratégias de comercialização de energia, continuarão a ser avaliados sob a mesma ótica de risco. Isso pode influenciar decisões de investimento em novas usinas, linhas de transmissão e na gestão de portfólios de energia.

A estabilidade do critério de aversão ao risco permite que planejadores e investidores do setor elétrico desenvolvam seus projetos com maior clareza sobre as condições regulatórias de longo prazo. A decisão reforça a importância de modelos robustos de planejamento que considerem cenários de risco na operação do sistema, impactando o desenvolvimento de novas capacidades e a otimização das existentes.

Com informações de MegaWhat.

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