Crea-RJ questiona nomeação de coronel para DER-RJ por violação de regimento
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) questiona a nomeação de um coronel da Polícia Militar para a presidência do Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro (DER-RJ), alegando violação do regimento interno do órgão.
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) contestou a nomeação de um coronel da Polícia Militar para a presidência do Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro (DER-RJ). A entidade aponta que a decisão viola o regimento interno da autarquia, que exige formação em engenharia civil para ocupar o cargo.
De acordo com o Artigo 29, § 2º, do regimento interno do DER-RJ, o presidente da instituição deve ser um engenheiro civil com experiência comprovada em obras públicas. A medida visa assegurar que a gestão do órgão, responsável pela infraestrutura rodoviária estadual, seja conduzida por um profissional com o conhecimento técnico específico necessário.
O coronel nomeado, cuja identidade não foi detalhada na fonte, é um oficial da Polícia Militar e não possui a formação em engenharia civil exigida para a função. Esta incompatibilidade gerou o questionamento formal por parte do Crea-RJ.
O Crea-RJ argumenta que a nomeação desrespeita a legislação interna do próprio DER-RJ e pode comprometer a gestão técnica e a qualidade dos projetos de infraestrutura sob a responsabilidade do departamento. A atuação do conselho busca preservar a integridade e a expertise profissional necessárias para o comando de um órgão tão estratégico.
A ausência de um profissional da engenharia na liderança do DER-RJ pode ter impactos diretos na concepção, execução e fiscalização de projetos rodoviários no estado. Isso inclui desde o planejamento de novas vias até a manutenção de infraestruturas existentes, que demandam conhecimento aprofundado em engenharia civil.
Para os profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura, este episódio ressalta a importância da defesa da qualificação técnica em cargos de liderança em órgãos públicos. A conformidade com os requisitos regulatórios é fundamental para garantir a eficiência e a segurança das obras, evitando precedentes que possam desvalorizar a expertise técnica em outras autarquias do setor.
Com informações de Tempo Real RJ.
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