Custos e terrenos caros freiam Minha Casa, Minha Vida no litoral de SP
O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida enfrenta entraves significativos para avançar em cidades do litoral paulista, como Santos e Praia Grande, devido à alta de custos de construção e à valorização dos terrenos.
O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) enfrenta dificuldades para expandir-se no litoral de São Paulo, incluindo cidades como Santos e Praia Grande. O avanço da construção de moradias populares na região é comprometido principalmente pela elevação dos custos de edificação e pela alta valorização dos terrenos, fatores que impactam a viabilidade econômica dos projetos e a capacidade de atendimento à demanda habitacional.
A escalada nos preços de materiais de construção e da mão de obra tem sido um obstáculo para as construtoras que atuam no segmento de habitação social. Essa pressão de custos reduz a margem de lucro e, em alguns casos, inviabiliza a execução de empreendimentos dentro dos parâmetros financeiros estabelecidos pelo programa governamental.
A escassez de terrenos adequados e o alto valor venal das poucas áreas disponíveis nas cidades costeiras também contribuem para o cenário desafiador. A especulação imobiliária e a valorização natural de regiões com alta demanda por moradia, tanto permanente quanto de veraneio, elevam o preço do metro quadrado, tornando a aquisição de lotes para projetos MCMV proibitiva.
Em municípios como Santos e Praia Grande, onde a densidade populacional é alta e as áreas urbanas consolidadas, encontrar espaços para novas construções se torna ainda mais complexo. A dificuldade de acesso a terrenos com infraestrutura básica e em localizações estratégicas força os projetos para áreas mais distantes ou de difícil acesso, o que pode descaracterizar o objetivo de moradia digna e bem localizada.
Para os profissionais da engenharia e gestores da construção, a situação exige uma reavaliação das estratégias de planejamento e execução de obras habitacionais. A busca por soluções inovadoras em métodos construtivos, a otimização de projetos e a negociação de custos com fornecedores tornam-se essenciais para manter a viabilidade do programa.
A longo prazo, a persistência desses entraves pode resultar na desaceleração da oferta de moradias populares na região, agravando o déficit habitacional e aprofundando as desigualdades sociais. A engenharia e o setor de infraestrutura precisam buscar alternativas, como o uso de terrenos ociosos ou a requalificação de áreas urbanas já existentes, para superar os desafios impostos pelos custos e pela disponibilidade de terras.
Com informações de A Tribuna.
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