Milhões de brasileiros vivem sem banheiro exclusivo em casa, revela estudo
Pesquisa do Instituto Trata Brasil, baseada em dados da PNADCA, escancara que 1,3 milhão de lares abrigam mais de 4,4 milhões de pessoas sem acesso a instalações sanitárias privativas, um grave indicador da precariedade do saneamento no país.

Quase 4,5 milhões de brasileiros ainda vivem em casas sem banheiro de uso exclusivo. O dado alarmante vem de um estudo recente do Instituto Trata Brasil, que, ao analisar a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Anual (PNADCA), identificou 1,3 milhão de domicílios nessa condição. É um retrato da grave deficiência na infraestrutura básica de saneamento do país.
A falta de acesso a instalações sanitárias adequadas impacta diretamente a saúde pública e a qualidade de vida. Sem banheiros e esgoto, comunidades inteiras ficam mais expostas à proliferação de doenças e à degradação ambiental, um problema especialmente agudo em regiões vulneráveis.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Anual (PNADCA), fonte do levantamento, é coletada anualmente. Seus dados oferecem um panorama detalhado das condições de vida no Brasil, permitindo identificar as regiões e os grupos sociais mais afetados pela carência de infraestrutura sanitária. Com essa base, é possível direcionar ações e investimentos públicos e privados de forma mais eficiente.
Engenheiros e gestores da área de infraestrutura enfrentam um desafio complexo e urgente. Construir ou adequar banheiros, expandir redes coletoras de esgoto e sistemas de tratamento exige planejamento técnico apurado, recursos financeiros e soluções inovadoras. A complexidade aumenta em áreas de difícil acesso ou com ocupação irregular.
A universalização do saneamento básico, meta do Novo Marco Legal do Saneamento, permanece distante para grande parte da população. A ausência de banheiros exclusivos é um dos indicadores mais visíveis dessa deficiência, somando-se à falta de coleta e tratamento de esgoto para milhões de brasileiros. Um esforço conjunto para a melhoria da infraestrutura é crucial.
Profissionais da construção e da engenharia precisam estar atentos à demanda por projetos de infraestrutura sanitária e soluções habitacionais que integrem dignidade e funcionalidade. Superar este déficit exige não apenas grandes obras, mas intervenções localizadas e adaptadas às realidades de cada comunidade. O foco deve ser na sustentabilidade e inclusão social, para garantir um ambiente mais saudável e seguro a todos.
Com informações de Agência iNFRA.
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