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Energia· 21 de julho de 2026· 2 min de leitura

Schneider e Kraken unem forças para gestão de demanda em redes elétricas

A parceria entre Schneider Electric e Kraken visa integrar plataformas para otimizar o monitoramento de redes e antecipar congestionamentos, melhorando a operação de distribuidoras de energia.

Redação Giro Engenharia
Schneider e Kraken unem forças para gestão de demanda em redes elétricas

A Schneider Electric, gigante da tecnologia, e a Kraken, sistema operacional de energia da Octopus, anunciaram uma parceria estratégica para desenvolver soluções de gestão da demanda de eletricidade. O foco é atender às necessidades de distribuidoras e operadores de rede em distribuição (DSOs), visando uma operação mais eficiente e resiliente da infraestrutura elétrica.

A colaboração prevê a integração das plataformas das duas empresas. O objetivo principal é ampliar o monitoramento das redes de distribuição e, crucialmente, antecipar possíveis congestionamentos. Este aprimoramento na visibilidade e na capacidade preditiva é fundamental para lidar com os desafios crescentes do setor elétrico.

Com a crescente penetração de fontes de energia renováveis intermitentes e a eletrificação da economia, as redes de distribuição enfrentam uma complexidade sem precedentes. A capacidade de gerenciar a demanda de forma inteligente e em tempo real torna-se essencial para manter a estabilidade e a qualidade do fornecimento de energia.

A Kraken, conhecida por seu sistema operacional que gerencia milhões de clientes de energia globalmente, trará sua expertise em processamento de dados e controle de ativos. A Schneider Electric, por sua vez, contribuirá com suas robustas soluções de tecnologia operacional e gestão de energia, que já são amplamente utilizadas em infraestruturas críticas.

A integração permitirá aos DSOs uma visão mais holística e granular sobre o comportamento da rede. Isso significa que eles poderão identificar proativamente pontos de sobrecarga, desequilíbrios na oferta e demanda, e potenciais gargalos, antes que estes se transformem em interrupções ou falhas no sistema.

Ao antecipar congestionamentos, os operadores terão ferramentas para tomar decisões mais rápidas e eficazes. Isso pode incluir o direcionamento inteligente de carga, a otimização do despacho de recursos energéticos distribuídos ou a implementação de programas de resposta à demanda, mitigando riscos e otimizando o uso da infraestrutura existente.

Para os profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura, esta parceria representa um avanço significativo na digitalização e automação das redes elétricas. A capacidade de prever e gerenciar as flutuações de demanda e oferta de forma integrada pode levar a uma maior eficiência operacional, redução de perdas técnicas e, consequentemente, a uma otimização dos investimentos em expansão e manutenção da rede, resultando em um sistema elétrico mais robusto e preparado para o futuro.

Com informações de MegaWhat.

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