Usina em forma de rosquinha armazena energia no fundo do mar
Projeto italiano no Mediterrâneo utiliza o peso do oceano para guardar eletricidade gerada por fontes renováveis.
Engenheiros italianos desenvolveram e afundaram no Mar Mediterrâneo uma usina inovadora em formato de rosquinha gigante. O objetivo da estrutura é armazenar energia elétrica gerada por fontes renováveis, como solar e eólica, utilizando o próprio peso do oceano para essa finalidade. A tecnologia busca solucionar o desafio da intermitência dessas fontes, permitindo o fornecimento contínuo de eletricidade.
A usina, que repousa no fundo do mar, funciona como uma bateria em larga escala. A eletricidade gerada em momentos de pico de produção das fontes renováveis é usada para bombear água para reservatórios elevados dentro da estrutura. Quando a demanda por energia aumenta ou a produção das fontes diminui, a água é liberada, passando por turbinas que geram eletricidade e a devolvem à rede.
O peso da água no oceano é o elemento chave para o funcionamento do sistema. A diferença de altura entre a água armazenada e o nível do mar cria a energia potencial que é convertida em energia elétrica. A forma de rosquinha foi escolhida para otimizar a distribuição de peso e a estabilidade da estrutura no leito marinho.
Este projeto representa um avanço significativo no campo do armazenamento de energia renovável. A capacidade de guardar eletricidade em larga escala é fundamental para a transição energética global, permitindo que países integrem de forma mais eficiente e confiável fontes intermitentes em suas matrizes energéticas.
A tecnologia, ainda em fase de desenvolvimento e testes, promete ser uma alternativa promissora aos métodos convencionais de armazenamento, como baterias de íon-lítio, especialmente em projetos de grande porte e em locais com acesso ao mar.
O sucesso desta iniciativa italiana pode abrir caminho para a construção de outras usinas similares em diferentes partes do mundo, contribuindo para a segurança energética e a redução das emissões de gases de efeito estufa.
Com informações de CPG Click Petróleo e Gás.
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