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Infraestrutura· 30 de junho de 2026· 1 min de leitura

ANM nega recurso da Vale e mantém cobrança de R$ 190 mi

Agência Nacional de Mineração decide contra mineradora em disputa sobre base de cálculo do royalty de mineração.

Redação Giro Engenharia· atualizado em 02 de julho de 2026
ANM nega recurso da Vale e mantém cobrança de R$ 190 mi

A Agência Nacional de Mineração (ANM) negou o recurso apresentado pela Vale, mantendo a cobrança de R$ 190,86 milhões referente à Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem), conhecida como royalty da mineração. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (30).

A mineradora buscava a dedução de despesas como transporte, seguros e tributos (ICMS e PIS-Cofins) da base de cálculo da Cfem. A ANM, no entanto, considerou que esses custos não devem ser abatidos do valor bruto da produção mineral para fins de cálculo do royalty.

A Cfem é um tributo federal cobrado sobre a exploração de recursos minerais, com arrecadação destinada aos municípios produtores, estados e à União. O valor da compensação é calculado sobre o valor do minério em seu estado natural.

A disputa entre a Vale e a ANM reflete um ponto de atenção para todo o setor de mineração, que busca maior clareza e previsibilidade nas regras de tributação e cálculo de royalties. A decisão reforça a interpretação da agência reguladora sobre a base de cálculo do tributo.

O valor de R$ 190,86 milhões representa uma parcela significativa da arrecadação esperada pela ANM e pelos entes federativos. A manutenção da cobrança pode impactar os resultados financeiros da mineradora no curto prazo.

A Vale ainda pode recorrer da decisão em instâncias superiores, mas a negativa da ANM representa um revés para a empresa na tentativa de reduzir o montante devido.

Com informações de Agência iNFRA.

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