Giro EngenhariaNewsletter
Infraestrutura· 20 de julho de 2026· 2 min de leitura

Ex-CEO de Autostrade per l’Italia pega 12 anos por colapso de ponte Morandi

Giovanni Castellucci, ex-executivo da concessionária italiana, e outras 31 pessoas foram condenados pelo desabamento da estrutura em Gênova, que matou 43.

Redação Giro Engenharia
Ex-CEO de Autostrade per l’Italia pega 12 anos por colapso de ponte Morandi

A Justiça italiana condenou Giovanni Castellucci, ex-CEO da Autostrade per l’Italia, a 12 anos de prisão pelo colapso da Ponte Morandi, em Gênova, ocorrido em 2018. O desabamento da estrutura provocou a morte de 43 pessoas e deixou outras 13 feridas, marcando um dos maiores acidentes de infraestrutura da história recente do país.

Além de Castellucci, outras 31 pessoas também foram consideradas culpadas no processo judicial que investigou as causas e responsabilidades pela tragédia. A decisão representa um desdobramento crucial para a responsabilização de executivos e empresas no setor de gestão de rodovias e grandes obras de engenharia.

A Ponte Morandi, parte da autoestrada A10, era um viaduto de concreto protendido inaugurado em 1967. Sua queda, em 14 de agosto de 2018, em meio a uma forte tempestade, levantou questões urgentes sobre a manutenção, inspeção e segurança de infraestruturas envelhecidas na Europa e no mundo.

A Autostrade per l’Italia, operadora da rodovia, enfrentou intensa pressão e críticas públicas pela gestão da ponte. A investigação focou em supostas negligências na manutenção e falhas na avaliação dos riscos estruturais, que teriam culminado na ruptura da estrutura.

A condenação de um CEO por um desastre dessa magnitude estabelece um precedente importante para a governança corporativa e a responsabilidade individual. Ela sinaliza que a alta gerência pode ser diretamente responsabilizada por decisões ou omissões que afetem a segurança pública em projetos de engenharia.

Para os profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura, o veredito reforça a importância inegociável da diligência na manutenção preventiva e corretiva. A falha em garantir a integridade estrutural de obras como pontes e viadutos acarreta não apenas perdas humanas, mas também severas consequências legais e financeiras para os envolvidos.

Este caso sublinha a necessidade de investimentos contínuos em tecnologias de monitoramento e inspeção avançadas, além de um rigoroso cumprimento das normas técnicas. A gestão de ativos de infraestrutura exige uma visão de longo prazo, com planos de manutenção robustos e transparência nas auditorias de segurança.

A decisão judicial em Gênova serve como um alerta para todo o setor: a segurança da infraestrutura é uma prioridade absoluta. Ignorar sinais de deterioração ou adiar intervenções necessárias pode resultar em custos humanos e legais catastróficos, exigindo um nível de responsabilidade técnica e gerencial que não pode ser comprometido.

Com informações de New Civil Engineer (ICE).

Compartilhar:WhatsAppXLinkedIn
Siga o Giro Engenharia:WhatsApp

Leia também

O Giro na sua caixa de entrada

As notícias que importam para quem é da engenharia, uma vez por semana. Sem spam.